Crónicas «ENSINO SUPERIOR»

Ser Estudante do Ensino Superior nunca é apenas um fim nessa medida. Ser Estudante é
ser, também, um cidadão inserido e que participe ativamente em vários movimentos,
associações, grupos culturais e demais entidades da sociedade. O Estudante deve ser um
precursor da História, na medida em que as grandes mudanças democráticas tendem a
partir de movimentos académicos. Enquanto Estudantes do Ensino Superior devemos
lutar por aquilo que consideramos necessário para a satisfação do nosso futuro coletivo.
É imperativo que expressemos a nossa opinião, uma vez que haverá sempre quem nos
quererá ouvir! É nosso Direito e Dever!
No dia 24 de março celebramos o Dia Nacional do Estudante.
Neste dia, é fundamental relembrar, prestando a merecida homenagem, os Estudantes
que, no passado, se colocaram na frente reivindicativa para obter conquistas para todos
nós. Sobretudo aqueles que no rescaldo do Movimento Estudantil Parisiense de Maio de
68, lutaram, acerrimamente, por ver conquistados Direitos Fundamentais para todos os
Estudantes em Portugal.
O Movimento Estudantil Nacional na época atravessou diversos momentos intensos,
não estivessem os Estudantes a lutar não apenas pelos seus Direitos, como também
contra o aparelho opressor da Ditadura. Desse modo, é importante que tenhamos
presente na nossa memória coletiva, que as Manifestações levadas a cabo por esses
Estudantes foram uma ferramenta fundamental para exercer pressão ao Estado Novo e
proporcionar importantíssimas conquistas na luta pela Liberdade que haveria de ser
obtida em abril de 1974.
Desde essa altura, os Estudantes Universitários estiveram na vanguarda do movimento
sociopolítico nacional, uma vez que são os jovens, precisamente, os cidadãos com a
responsabilidade fundamental de promover um futuro (mais) democrático.
Existe, atualmente, junto do eleitor jovem, uma relativização da importância que o seu
contributo cívico – que também pode e deve materializar-se noutros aspetos da vida de
um cidadão ativo e interventivo, sendo que neste caso nos referimos em concreto a um
deles, que é a importância do voto – tem para a democracia. Uma crença de que a sua
voz individual carece de poder decisório, que é arbitrária para o processo de discussão
política e intervenção social. Não é verdade! O pior inimigo da democracia é a
abdicação voluntária de participação no ato do sufrágio. Quero reforçar que em maio
existirão eleições para o Parlamento Europeu, com importância acrescida face ao futuro
do Projeto Europeu, sendo que os resultados das mesmas poderão ter repercussões
óbvias, até para programas que nos dizem tanto a nós, Estudantes, sendo hoje
estabelecidos como garantias, como o Programa ERASMUS. Não podemos relativizar a
importância do voto num momento como o atual!
Deverá ser reconhecida a importância que os Estudantes da Universidade de Évora têm
para afirmação da Cidade e Região. E não somos menores ou menos responsáveis por
estarmos no interior! Pelo contrário, os Estudantes e a Universidade de Évora são
fundamentais para a afirmação do saber! Carregando, para além deste, a
responsabilidade de afirmar a Região do Alentejo enquanto polo de atratividade e
distinção em Portugal e no Mundo, lembremo-nos disso!

Este caminho faz-se em conjunto e acredito, que nós, Estudantes do Ensino Superior,
estaremos cá para dar respostas positivas e fazer esforços no sentido de defender um
futuro mais próspero!