Ser TAFUÉ

Por muito cliché que possa parecer, pertencer a uma tuna é realmente fazer parte de algo maior que nós, é abraçar algo e torna-lo nosso, é pertencer a algo com anos e anos de história, mas mais que isso é construir mais histórias.

Penso que seja comum à grande maioria dos estudantes quando chegam à universidade de Évora o sentimento de desamparo, muitos que deixaram família e amigos para trás para poder seguir o curso dos seus sonhos, esquecendo muitas vezes que a vida não se faz apenas de estudos mas também das pessoas ao nosso redor, e foi exatamente nessa etapa que a TAFUÉ entrou na minha vida (ou que eu entrei na vida da TAFUÉ).

Muitos dizem que somos um bando de gajas que cantam umas coisitas e bebem que se farta… Não vou negar, é verdade… Mas é muito mais do que isso. Entrar numa tuna ou num grupo académico é abraçar a oportunidade de aprender, aprender a nível musical com os pouquinhos que cada uma sabe e que com tanto carinho partilha com as mais novas, aprender a tocar algum instrumento, sem dúvida, mas não só! É aprender a lidar com os outros, a ouvir as opiniões, a aceitar críticas e correções, é aprender a lidar com os erros… Aprender a defender valores, ideais e tradições, como? Na TAFUÉ existem meninas de norte a sul de Portugal, incluindo as ilhas!! E todas nós aprendemos a defender algo que não nos pertencia, mas que agora é tão nosso. O Alentejo. As tradições que formaram esta linda região onde estudamos, onde passamos os melhores anos das nossas vidas e que certamente imprime um pouco de si em nós.

Todas nós temos personalidades e feitios diferentes, todas nós temos qualidades e defeitos diferentes, ás vezes discutimos, berramos, chateamo-nos, sorrimos, abraçamos, dançamos, cantamos… Mas ser desta tuna é aprender a lidar com tudo isso e contruir algo que vai além da nossa individualidade, é construir uma tuna, construir a TAFUÉ, trabalhar para o mesmo fim pelo mesmo amor que temos a esta tuna, a esta historia, a este bando de gajas que cantam umas coisitas e bebem que se farta. E prova deste trabalho é o facto de já estarmos na 18ª edição do nosso festival De Capa e Saia que se realiza de 28 de fevereiro a 2 de março, que tanto trabalho mas tanto orgulho nos dá, onde podemos mostrar a toda a universidade o que é que este bando de gajas é capaz de fazer quando cantam umas coisinhas enquanto bebem uns copos.

Pertencer à TAFUÉ não é verdadeiramente pertencer a uma tuna, é SER TAFUÉ. Na verdade, e para terminar não há melhor forma de descrever esta tuna se não como uma Tuna Belíssima de Mulheres Fantásticas.

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