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O ANUÁRIO DA EDUCAÇÃO, publicação da responsabilidade da Castel S.A, é uma fonte de consulta e um referencial indispensável a todos quantos se situam nesta área tão importante quanto sensível, como é a Educação. Nesta 15ª edição do Anuário, iremos dedicar um espaço ao Ensino Superior, nomeadamente à temática do desemprego entre jovens licenciados e ao Contrato de Confiança, pelo que é do nosso interesse ouvir e conhecer diferentes perspectivas acerca destes temas.
Neste ambito a AAUÉ decidiu colaborar com a publicação e respondeu a algumas questões pertinentes.
Em baixo segue as perguntas e as respectivas respostas dadas pela nossa AAUÉ!
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Muitas vezes aliado ao associativismo estudantil e à representatividade dos estudantes nos órgãos surge um dogma desde há muito existente. Dogma esse que passa pelo descrédito das instituições e das pessoas que nelas participam activamente sem, ao contrario receber nada em troca para alem da experiência e da vivência fundamentais nos dias de hoje.
Acontece que não é necessário explanar este assunto aqui, porque este artigo serve sim para alertar para um grande problema que têm vindo a surgir na nossa casa. Falo das alianças entre professores e alunos nos órgãos representativos da Universidade de Évora. Como é sabido, depois da entrada em vigor do RJIES (Regime Jurídico de Instituições de Ensino Superior) a representatividade estudantil nos órgãos sofreu um duro revés (salvo o caso dos conselhos pedagógicos onde existe paridade entre alunos e docentes). Se a voz dos estudantes já era fraca tornou-se um murmúrio.
Acontece que na nossa Universidade de Évora têm acontecido casos de alianças entre alunos eleitos para os cargos por alunos iguais a eles e professores, alianças essas que muitas vezes se sabe que caem mais para o lado do docente. Associado a este problema, existe também outro que é o caso de docentes a aliciar estudantes para concorrerem a cargos e, por fim o pior talvez seja os estudantes eleitos para cargos que sucessivamente faltam às reuniões dos mesmos.
Logo chegamos a um ponto onde já falamos pouco e ainda por cima falamos por outros. Infelizmente muitas vezes nem falamos porque não estamos presentes.
Serve este artigo de aviso a todos os estudantes que fazem parte dos órgãos. Por favor, não desperdicem o voto de confiança que todos os alunos depositaram em vós e sejam unidos para o bem de todos os estudantes (que já pouco podem falar) desta academia Mui Nobre que é a NOSSA UNIVERSIDADE DE ÉVORA. |
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Foi na passada semana que a comissão de avaliação da EUA (European University Association) se deslocou a nossa Muy Nobre e Ilustre Universidade de Évora. No decorrer da sua apreciação, foram entrevistados todos os intervenientes da vida desta casa, sendo abordados acerca dos mais variadíssimos aspectos. No que toca aos estudantes, os assuntos fulcrais das entrevistas versaram na implementação do processo de Bolonha, na participação estudantil na vida universitária e na saída profissional e “empreendedorismo“ dos estudantes. Sendo assim, no relatório final, pode-se constar os seguintes pontos relativos a este aspecto:
- Existe um grande défice de participação dos alunos na vida universitária, nomeadamente ao nível de investigação, participação dos órgãos e interacção com o corpo docente e escalas hierárquicas da casa (este ponto volta a repetir-se à imagem do mesmo relatório de 2005);
- Aliado ao ponto anterior, existe uma falta de interesse por porte dos estudantes em procurar fazer parte da vida universitária;
- Existe uma clara falta de apoio aos alunos aquando da sua formação e saída da universidade;
- Existe uma falta de visão a longo prazo que prejudica o futuro da instituição;
- O processo de Bolonha praticamente não existe, e existe uma grande falta por parte de docentes e alunos no que toca à sua posta em prática.
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Tendo como base o relatório Proqual do processo Bolonha relativamente aos primeiros, segundos
e terceiros ciclos, adequados ao processo de Bolonha e realizados nos anos 2007-2008
curso e algumas sugestões relativamente ao que pode melhorar.
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Reuniu o Senado nos dias 14 e 15 de Janeiro com o intuito das entrevistas dos candidatos a reitor da Universidade de Évora.
A sessão do senado decorreu à porta fechada e entrevistou cada candidato durante 1h e 30 minutos, sendo que os primeiros 15 minutos eram destinados à apresentação da proposta e os restantes 1h e 15 minutos eram destinados à colocação de perguntas por parte dos senadores.
No fim da entrevista a cada candidato, era votado o mérito absoluto da candidatura, sendo que para ser aprovada em mérito absoluto é necessário ter metade mais um dos votos dos senadores. Esta votação, em termos práticos não exclui ninguém da corrida a reitor, no entanto serve como um indicador das candidaturas apresentadas.
O resultado das votações* foi o seguinte:
- Prof. Doutor Carlos Alberto Falcão Marques: Aprovado
- Prof. Doutor António Domingos Heitor da Silva Reis: Aprovado
- Prof.ª Doutora Ana Maria Ferreira da Silva da Costa Freitas: Aprovada
- Prof. Doutor Hélder Adegar Teixeira Dias Fonseca: Reprovado
- Profª. Doutora Sara Maria de Azevedo e Sousa Marques Pereira: Reprovada
- Prof. Doutor Carlos Alberto dos Santos Braumann: Aprovado
- Profª Doutora Maria Manuela de Sousa Magno: Reprovada
As audições do Conselho geral decorrerão nos próximos dias 19 e 20 de Janeiro e serão transmitidas em tempo real para a sala dos Docentes e pela intranet.
NOTA: Nota por lapso de escrita estava "eleições" onde agora se lê "votações" |
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