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Desde a criação do curso de Engenharia Civil, na nossa ilustre academia que surgiu a ideia de criar um núcleo que pudesse servir apenas do curso, a ideia parecia boa, no entanto a massa crítica era reduzida e entende-se reduzida como o número de alunos com vontade de levarem este projecto avante, não chegando para arrancar. Assim, apenas no sexto ano, com uma grande vontade de fazer algo pelo curso e pelo núcleo, surgiu um grupo de alunos que decidiram criar o Núcleo de Estudantes de Engenharia Civil da Universidade de Évora (NEECUE). Foi me pedido, para descrever um pouco da realidade que é criar um núcleo, visto o nosso ter sido o mais recente a ser criado e poderia ser interessante para os futuros núcleos que possam vir a ser criados. Acima de qualquer ponto, os alunos que pretenderem criar um núcleo tem de passar as ideias, aos restantes alunos. Mostrar os benefícios e são bastante, que pode advir da sua criação, pois sem um objectivo amplo ninguém se vai interessar por mais uma associação, que nada vai trazer a mais. No nosso caso esses objectivos apresentam-se nos estatutos: - Apoiar e acompanhar os alunos da Licenciatura/mestrado em Engenharia Civil; - Promover a ligação entre os estudantes da Licenciatura/mestrado, mestrado e a AAUE; - Promover eventos/actividades culturais e desportivas no âmbito do interesse da Licenciatura/mestrado; - Divulgação da Licenciatura/mestrado de Engenharia Civil; - Representar os estudantes da Licenciatura/mestrado junto de instituições e encontros nacionais e internacionais de estudantes de Engenharia Civil; - Divulgação institucional da Universidade de Évora e da AAUE; - Promover a ligação ao meio socioprofissional dos alunos da Licenciatura; - Defender o bom-nome e a qualidade do curso, contribuindo assim para a defesa dos estudantes alargando o domínio das saídas profissionais; - Defender promover os valores fundamentais do ser humano;
Não sendo fácil cativar os alunos e despertar o interesse, torna-se mais difícil quando se entra na parte da legalização e na parte burocrática, pois como já estamos habituados por cá, nem com o Simplex, nos safamos às horas intermináveis nas repartições públicas e vem aqui, vai ali, e por fim ali, para tratar de apenas um papel. Um aspecto fundamental, reside na informação que possuímos, quanto mais conseguirmos obter, menos corremos o risco de andar para um lado e evitamos de ter de pagar as inúmeras multas por atrasos, o que sucedeu connosco, embora minimamente informados surgiram dívidas inesperadas. Têm de se levar em consideração que as alterações da legislação ocorrem com uma velocidade incrível no nosso pais, há as que levem anos e aquelas que em menos de um ano sem darmos por isso já mudaram, foi o ultimo ponto que nos ocorreu, desde a primeira vez que nos começamos a informar sobre a criação do NEECUE, até a finalizar-mos houve três alterações, o que nos levou um certo tempo a perceber as ligações que implicavam e os processos a seguir. Por isso, um factor importante é que após o início do processo de legalização ele deve ser o mais célere possível.
Irei agora sintetizar os pontos que seguimos desde o início: - Criação dos Estatutos, esta é uma fase fulcral, pois neles vão conter a essência e toda a estrutura da associação, deve estar o mais completo possível e conter o mínimo de omissões e ambiguidades. Os estatutos devem ser lidos por um advogado, para evitar complicações de futuro. - Convocação da Reunião Geral de Alunos, deve ser feita com 15 dias de antecedência, os alunos devem ser elucidados da importância da 1º reunião, é nela que são aprovados os estatutos e se dá o início ao processo, devo referir que têm de conter no mínimo 20 pessoas que serão as fundadoras. Na reunião, também deve sair uma direcção para a associação, ou uma comissão instaladora que será encarregue da legalização - Redacção da Acta, a acta deve estar redigida em conformidade com a regras, na minha opinião deve conter os estatutos redigidos e não pode deixar de conter as pessoas que estão responsáveis pela legalização, caso contrário têm de se convocar nova reunião, pois surgem complicações no notário. - Angariação de fundos, poderão ser gastos até 1000 euros com a legalização, portanto é necessário algum estofo financeiro, os fundos podem ser feitos através de festas, actividades, patrocínios. Etc.. - Depois da questão financeira, e caso a associação contenha o nome da Universidade de Évora, deve ser pedido a autorização ao Reitor a utilização do nome na universidade de Évora, no nome da associação, aqui temos de ser bastantes chatos para acelerar a resposta, pois como imaginam, este processo de assinar um documento é demoroso. - Pedido do número de contribuinte provisório e o certificado de admissibilidade, ao instituto do Registo e Notariado, para fazer o pedido há duas formas de se fazer, ou deslocarem-se directo a cede em Lisboa, ou através da internet, no site do IRN. Claro que este pedido é o início de caros pagamentos por tudo e mais alguma coisa. -Após a chegada dos documentos, em 30 dias têm de se abrir conta num banco e de seguida ir abrir actividade às finanças, caso não abram, quando tiverem de abrir pagam a módica quantia de 200 euros de multa. - Próximo e mais doloroso passo, visto que é onde desembolsamos mais dinheiro, é no notário. Este ponto é interessante, pois temos que nos deslocar lá imensas vezes, porque falta documentos, porque falta alguma coisa nas actas, há sempre algo mal. Mas passado todo esse processo, é marcada a escritura pública e por fim legalizado o Núcleo. Posto isto, já se pode começar a desenvolver o plano de actividades, fazer o site para a divulgação, entre outras actividades. É bastante interessante que o recém-criado núcleo, se inscreva no registo nacional de associações juvenis, e aproveitar as regalias que isso pode dar. Em suma, têm de haver muita vontade e muito espírito de entrega à causa, o núcleo trás imensas oportunidades de aquisição conhecimento, bem como é muito importante para desenvolver o curso, quer na academia quer nas organizações externas, bem como lutar pelos interesses dos alunos. No que respeita ao NEECUE, embora seja recente já estamos a desenvolver um trabalho interessante, estamos a dar passos pequenos mas sólidos na consolidação da estrutura interna e a afirmarmo-nos como associação credível e respeitada no curso, Departamento, Escola e Universidade. A nível nacional estamos presentes na Federação Nacional de Estudantes de Engenharia Civil, na qual fazemos parte da direcção e temos uma função bastante activa. Paulo Sá Ferreira, Presidente do Núcleo de Estudantes de Engenharia Cívil da Universidade de Évora (NEECUE - http://www.neecue.uevora.pt).
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