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Muitas vezes aliado ao associativismo estudantil e à representatividade dos estudantes nos órgãos surge um dogma desde há muito existente. Dogma esse que passa pelo descrédito das instituições e das pessoas que nelas participam activamente sem, ao contrario receber nada em troca para alem da experiência e da vivência fundamentais nos dias de hoje.
Acontece que não é necessário explanar este assunto aqui, porque este artigo serve sim para alertar para um grande problema que têm vindo a surgir na nossa casa. Falo das alianças entre professores e alunos nos órgãos representativos da Universidade de Évora. Como é sabido, depois da entrada em vigor do RJIES (Regime Jurídico de Instituições de Ensino Superior) a representatividade estudantil nos órgãos sofreu um duro revés (salvo o caso dos conselhos pedagógicos onde existe paridade entre alunos e docentes). Se a voz dos estudantes já era fraca tornou-se um murmúrio.
Acontece que na nossa Universidade de Évora têm acontecido casos de alianças entre alunos eleitos para os cargos por alunos iguais a eles e professores, alianças essas que muitas vezes se sabe que caem mais para o lado do docente. Associado a este problema, existe também outro que é o caso de docentes a aliciar estudantes para concorrerem a cargos e, por fim o pior talvez seja os estudantes eleitos para cargos que sucessivamente faltam às reuniões dos mesmos.
Chegamos portanto a um ponto onde se já falamos pouco, ainda por cima ou falamos por outros ou nem falamos porque não estamos presentes.
Serve este artigo de aviso a todos os estudantes que fazem parte dos órgãos. Por favor, não desperdicem o voto de confiança que todos os alunos depositaram em vós e sejam unidos para o bem de todos os estudantes (que já pouco podem falar) desta academia Mui Nobre que é a NOSSA UNIVERSIDADE DE ÉVORA. |